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Apesar dos fãs clamarem por uma edição tupiniquim do Tomorrowland, a empresa alega que ele é exclusivo da Bélgica, por isso resolveram criar uma nova marca, para que esta seja conhecida como o grande festival brasileiro. Ainda temos poucos detalhes, mas podemos adiantar que acontecerá em outubro de 2012 e serão três dias de festa. Sobre line, naturalmente que é cedo para falar em confirmações, mas a organização promete nomes do quilate de Deadmau5, Swedish House Máfia, David Guetta, Tiesto. São esperadas 150 mil pessoas no evento, que deve acontecer na Cidade do Rock, palco do nosso velho conhecido Rock In Rio.

Além do OneRio, foi prometido também um Mysteryland e um Dirty Dutch (capitaneado pelo DJ Chuckie) para 2013.

A ID&T, empresa holandesa fundada em 1992 e responsável pela organização dos mais conceituados festivais de música eletrônica do mundo, anuncia sua chegada ao Brasil. A nova empresa – ID&T Brasil – é fruto da parceria de sucesso de quatro anos com a Playcorp, agência que atua há 28 anos na criação e organização de alguns dos maiores eventos do país e ações promocionais. Juntas, irão promover por aqui os principais festivais do portfólio da ID&T e realizar iniciativas que incentivem a troca de conhecimento e experiências no universo musical.

“Somos uma empresa na vanguarda da experiência musical que visa à consciência humana e o impacto positivo na sociedade. Nossos mandamentos são trazer alegria, fazer o público se divertir e compartilhar o momento, sem que haja diferenças de uns em relação aos outros. É esse o conceito que permeará os nossos eventos no Brasil”, afirma Duncan Stutterheim, fundador da ID&T.

Para o primeiro ano de lançamento, a ID&T deve contar com investimentos no Brasil na ordem de R$ 40 milhões. Para os próximos cinco anos, a previsão é chegar aos R$ 250 milhões por ano com os festivais. A empresa, entretanto, tem planos que estão além dos eventos. “Queremos ser também um hub social e estimular o espírito criativo das pessoas, a tolerância e o desenvolvimento de uma nova visão coletiva para o mundo, resultando em um impacto positivo sobre a consciência dos jovens“, afirma Maurício Soares, gerente geral da ID&T Brasil.

Entre as principais novidades, a ID&T Brasil anuncia o lançamento do Nachtlab, o “laboratório da noite“. Sucesso na Holanda, o Natchlab é uma organização privada independente, que tem como objetivo promover a cultura noturna em todos os seus aspectos e incentivar a troca de conhecimentos e experiências no universo musical entre os participantes. Além disso, o “laboratório” estimulará o surgimento de novos talentos, incentivando startups ligados a este segmento a encontrarem seu espaço e se firmarem no mercado. A base do escritório do Natchlab será em São Paulo.

Além disso, o Brasil será sede de importantes festivais internacionais: o Mysteryland, já confirmado para 2013, e o Dirty Dutch, evento urbano indoor, capitaneado pelo DJ Chuckie, que explora a mistura entre diferentes estilos de música pop e eletrônica. Realizado desde 2005 na Holanda, o Dirty Dutch se tornou um hit de músicas dançantes. Hoje, reúne cerca de 20 mil pessoas a cada edição em Amsterdam.

O Mysteryland, um dos mais inovadores espetáculos de música e cultura eletrônica, é o festival mais tradicional da empresa, com 18 anos de história, e conta hoje com mais de 60 mil visitantes. Sua primeira edição ocorreu em 1993 em Lelystad, na Holanda. O festival multiplataforma oferece ainda uma experiência além da música, com performances, instalações de arte, área espiritual, comida típica de diferentes culturas, decoração, cinema, música alternativa, poetas contemporâneos e incentivos a novos talentos musicais (DJs).

Outro destaque da Mysteryland é o apoio a causas nobres para conscientizar seu público, englobando reciclagem, alimentação natural e orgânica, diversidade cultural, estímulo a artistas e à economia local, e preservação da natureza. Tamanha importância desse evento que até já gerou um spin off, gerando o famoso festival belga, o Tomorrowland, cujo videoclipe de 2011 já teve mais de 18 milhões de visualizações no YouTube em apenas sete meses. Para o Brasil, além do evento original como é conhecido em Amsterdam, já está em negociação também um spin off da Tomorrowland que promete ser o maior festival de música eletrônica do mundo e que será concebido especialmente para o país, levando em conta suas características culturais.

Reconhecida por realizar mais de 50 eventos por ano, que atingem 1 milhão de visitantes, a ID&T promove eventos em 26 países de cinco continentes ao redor do planeta, como Brasil, Bélgica, Chile, Espanha, Portugal, Rússia, Hungria, Suiça, Alemanha, Dinamarca, Áustria. O primeiro projeto no Brasil foi o Skol Sensation, que produziu com a Playcorp e, há três anos, reúne 40 mil pessoas vestidas de branco no Anhembi. Hoje, é considerado uma referência no calendário de eventos do Brasil e eleito pela mídia a melhor noite de São Paulo.

Juntos realizaremos eventos que representam um marco no desenvolvimento do entretenimento brasileiro, oferecendo festivais inovadores, considerados uma nova concepção em espetáculos no País“, informa Fernando Elimelek, diretor geral da Playcorp.

A ID&T Brasil chega ao país em um momento promissor para o mercado de eventos. Somente em 2011, o País recebeu mais de 500 apresentações de bandas, cantores e grupos internacionais – seja em shows individuais ou nos grandes festivais realizados em solo brasileiro. O aumento foi de 116% em comparação a 2010, quando os brasileiros puderam acompanhar cerca de 230 shows.

Para Marcelo Flores, diretor da Playcorp, “se 2011 foi animador, fãs e o mercado podem esperar que 2012 seja ainda mais positivo, principalmente para os grandes festivais que rendem bastante divulgação e patrocínio. Nossa parceria tem construído cases vencedores, plataformas com poder de atração que jamais foram exploradas antes, motivo pelo qual ID&T Brasil vem com um DNA de inovação e conteúdo jovem que vai entregar uma nova experiência para o público e para as marcas que se associam aos diversos projetos da empresa“.

Estimulado por grandes eventos como Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016, este setor tem crescido exponencialmente, Com o crescimento da renda média mensal do brasileiro, o baixo preço do dólar e a crise dos demais países, os holofotes se voltaram para o Brasil. Segundo a Ampro, o faturamento do setor cresceu 15% em 2010. Prova disso é o investimento de grandes grupos de comunicação na criação de áreas específicas para cuidar do setor.

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