King Festival / Créditos: Lara Valença
King Festival / Créditos: Lara Valença

No ultimo sábado (18) ocorreu mais uma edição do maior festival de música eletrônica do nordeste, o King Festival. Foram mais de 13 horas de música, dois palcos e 22 DJs nacionais e internacionais comandando a festa. Com casa nova, totalmente repaginado, o festival retornou a cidade de Recife para mostrar que tem potencial para se tornar um festival referencia em qualidade no Brasil e no mundo.

O Festival nordestino estreou no ano de 2013 com dois dias de festa e um line up com grandes nomes como Hardwell, Steve Ângello, Nervo e Afrojack. Dois anos depois, após enfrentar alguns problemas na primeira edição, o King Festival retornou totalmente repaginado com nova produção e promessa de grande evolução durante os anos. Em edição recente, Martin Garrix e R3HAB subiram ao King Stage com o tema “Árvore da Vida”, já em 2016 Nervo e Yves V foram algumas das principais atrações. Esse ano W&W, Cedric Gervais e Ashley Wallbridge foram os destaques.

Assinado por Juliana Cavalcanti, o King Festival resolveu apostar na diversidade de vertentes para essa edição. Psy trance, house, techno, eletro-house, nu-disco, dubstep, hardstyle e progressive foram algumas das vertentes presentes nos dois stages. O King Stage adotou o tema “World Of Dreams” com um palco construído com bastante leds, já o segundo palco recebeu patrocínio da TNT que construiu um Stage muito próximo aos palcos secundários da Tomorrowland.

O TNT Stage recebeu muitos elogios, não era para menos, o palco trouxe uma nova atmosfera para o festival, tanto visualmente quanto musicalmente. O publico não parava, todos em êxtase com o que estava acontecendo ali. Um dos pontos altos do palco foi a sequencia do jovem Droidstep tocando Dubstep e Wav3motion e D-Stroyer no Hardstyle com sets para ninguém colocar defeito. Um pouco depois, o veterano Vegas tomou conta da pista.

Já no King Stage, Liu trouxe um set empolgante junto com Baskhar e Sevenn. O ponto alto da noite ficou na sequencia dos Headliners Cedric Gervais e W&W, que esteve recentemente no Brasil para uma apresentação no Ultra Rio. Finalizando a noite, Ashley Wallbridge subiu ao palco por volta das 4hrs da manhã.

Liu no King Festival / Créditos: Pedro Pereira
Liu no King Festival / Créditos: Pedro Pereira

Uma das grandes críticas dessa edição foi à presença de um line up com poucos Headliners de renome mundial. Infelizmente a situação econômica do país não permite a contratação de vários Tops Djs, principalmente em um festival brasileiro realizado distante do eixo Sul/Suldeste do país.

Após três edições na área externa do centro de convenções, o festival resolveu se instalar em um novo local. O Caxangá Golf Club foi o local escolhido para a quarta edição. Com um espaço verde e consideravelmente maior que o anterior, o novo local parece que foi desenhado para o festival.

Os palcos estavam bem localizados, evitando interferência do som, este que por sinal estava em perfeita qualidade, e o espaço grande o suficiente para comportar o publico com conforto. A área do King Stage era um pouco desnivelada, mas ajudou quem estava um pouco mais distante do palco assistir as apresentações. O espaço era altamente ventilado, com um visual lindo, um lago e área totalmente verde promovendo um clima já recorrente nos grandes festivais como Lollapalooza, Rock In Rio e Coachella.

Um dos acertos dessa edição foi disponibilizar apenas duas áreas para compra, Prime e Lounge (Open Bar). Já que nos anos anteriores o festival contava com três áreas para escolha do público e a área pista geralmente ficava desvalorizada com um espaço ruim. O Lounge estava localizado na lateral, para um publico mais restrito. Além disso, o King adotou um dos métodos mais práticos e seguros de pagamento para consumo em festivais, as pulseiras Cashless.

O Atendimento nos bares do Lounge estava excelente, pessoas trabalhando felizes e com muita animação. O mesmo não aconteceu nos bares da área prime. Uma ação para ajudar o meio ambiente e evitar lixo na área do festival foi adotada esse ano. Para consumir alguma bebida era necessário possuir ou comprar um copo próprio do festival no valor de R$5, esse dinheiro era reembolsado no ato da devolução do copo, informação essa não passada pelos atendentes.

Um dos destaques do festival é a interação com o consumidor permitindo construir uma edição que agrade ao publico em geral. Desde o inicio dos anúncios foi feito um trabalho muito próximo do publico com bastante interação entre as partes. Foram também realizada ações de Meet and Great gratuitas através de promoções na página do evento.

Com uma edição impecável, ficou claro que o King Festival veio para ficar. Poucas críticas, em grande parte pontual, chegaram ao festival.  Em constante ascensão, esperamos que o festival retorne em 2018 muito maior e com muito mais Headliners, usando todo o seu potencial para se tornar um dos principais festivais do Brasil.

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